Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: o que tiver
O Bar do Colaço fica no Arame Farpado, que é a borda do Sítio Cercado, mesmo sendo a borda já é longe pra cacete. Mas pra chegar lá é fácil de explicar: vai pela rápida do Portão sentido Portão, passa o Portão, Novo Mundo e Capão Raso, e quando passar por baixo da linha verde, a rua vira a Izaac Ferreira da Cruz. A Izaac tem um subidão e um descidão, e logo depois as pistas da esquerda viram à esquerda e as pistas da direita vão por uma diagonal. Neste ponto, em vez de pegar a diagonal, vira bem à direita. O nome da rua é Rosa Tortato, e na segunda quadra o botecão fica do lado esquerdo. E olha só, tem estação tubo Rosa Tortato, mas o vermeio é o Circular Sul, acessível a partir do Terminal do Portão.
Botecão caprichado esse
O Bar do Colaço é um botecão de vila na sua essência mais tradicional. Parede de azulejo, lâmpada fluorescente, mesa de sinuca de ficha, a decoração são as caixas de cerveja e pilhas de mesas e cadeiras da Brahma. Mas tem um capricho, as poucas mesas principais são de madeira. Dá pra dividir o boteco em três ambientes, um pequeno toldo externo para duas mesas, um lá dentro próximo ao balcão da lanchonete, e um centralizado ao redor da mesa de sinuca próximo ao balcão do pagamento (sim, tem dois balcões, o dobro das possibilidades de tomar um martelinho). Os "cozidos locais" não largam da mesa de sinuca, então pode perder as esperanças de usufruir, mas são comunicáveis e engraçaralhos. O dono é muito gente boa, como é pra ser em um boteco do interior na capital provinciana do pinhão.
Sinuca disputada essa
Mais pa dentro ali
Olha o cardápio aí no balcão da lanchonete
Doses "premium" no balcão da frente
Assim como nos botecos mais fulêros de vila, os comes se limitam aos salgados da estufinha do lado do balcão. Mas o dono foi salvador quando tirou da cartola um nuggets de frango. Fora os nuggets, coxinha, amendoim. Doces de empório - teta de nega, suspiro colorido, aquelas gelatina ruim. O que que podemos dizer, o sabor de comida de lanchonete de terminal de ônibus é padrão, você sabe o que esperar. Cervejas convencionais e biritas convencionais de boteco, como era pra ser. Caipirinha. Batida de maracujá, amendoim e a inovadora batida de milho. Preço de boteco de interior - cento e vinte pila, o preço pra uma pessoa no Batel é o preço da noitada da galera toda neste boteco.
Exploradores da noite
No maior estilo Chico Raiz, a galera tomou as especialidades da casa e fez amizade com os nativos que não largaram a mesa de sinuca. O prato da casa era pra ser o bolinho, mas não tinha - quer dizer, tinha mas acabou. O dono sentiu o desapontamento da galera e nessa hora que arrumou o nuggets, gente boníssima. Ele também contou uma anedota que tinha um véio que fornecia o rollmops pro bar, mas ele nunca mais apareceu, o dono acha que ele morreu. O Adriano sempre vem de Colombo, mas dessa vez ele reclamou mais que levou 1h20 pra chegar nesse ponto da cidade, e teve que passar por duas blitz na volta. O que sabemos é que sobreviveu. Dono parceiro botou umas doses na faixa, certamente após mendigagem do Adriano. Apesar do baixo coro e acesso remoto, não importam as intempéries, os nossos heróis botecais exploram os confins do universo.
























































